Soneto de ausência

Era noite. Do inverno a suave brisa
Mudava o mundo sem que nós
Notássemos. A lua esplandecia,
No mar deitando a sua foz.

Era noite. Era noite e à meia-voz
De amores loucas profecias
Traçávamos na areia, e tu, veloz,
Nos braços meus te escondias.

Ai que ainda suspiro ao lembrar-te...
Ainda sinto a frágil luz da lua
No mar deitando o seu baluarte.

Onde estás? Aonde errou a forma tua?
Por que te foste desta arte?
Por que no mar deitaste à luz da lua?


 
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Fernando Fagundes