Soneto a quatro mãos

Ah, minha amada! Dá-me o respirar
Do aroma que se espalha quando passas;
E dos beijos que os lábios teus enlaçam,
Permita-me o doce paladar.

Mas não, ah! De teu grácil tatear,
No encontro de teu peplo ao trespasso
Das carnes de teu corpo, não te esqueças!
E atenta também em não negar

O ressonar dos versos que entoas
Nas sombras da borassa, ao contemplar
Desses astros da noite na alagoa.

Tu vês, minha amadinha, como amar
A todos os limites desgrilhoa,
E ainda os sensos todos vai lassar?


 
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Fernando Fagundes