Ode à flor dentre as flores

Teu olhar, como as águas de um lago em bonança,
Vagueia melancolicamente a distância
Entre o céu e as estrelas. E, se acaso o fechas -
O rosto encostado em meu peito -, tuas bochechas,
Velutinos platôs onde a alvura enrubesce,
Tomam vida mais forte, e eu, como em nartece,

Quedo imoto a te ver suspirar em entressonho...
Que te ver ensonada, tão calma e tardonha,
Não há nada mais belo em todo este mundo!
És a estampa do todo ideal, de um jucundo
Flanar..., flanar no vale onde o sol vai se pôr;
Ícone da manhã, és a lídima flor!...


 
Site feito por 
Fernando Fagundes