Noites de inverno

Nessas noites de inverno, nas noites vazias
E tristes - tão vazias e tristes! - de inverno,
Frente à luz conspurcada de um mundo moderno,
As estrelas se perdem e a lua se esfria.

Não há o fogo da vida, nem o gelo da morte.
Não se fia em si mesmo e descrê-se o consorte.
A morada ctônia é o resumo do inferno.
E o presente, na esquina do tempo, é moderno.


 
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Fernando Fagundes