Laryssae oculi virides

Verdes seus olhos, como jasperitas
Animosas, enublam-se, alvorecem,
Reverberam o mundo ou se esquecem
Da hora numa quista ultra petita.

Até quando se furtam trazem graça,
Fazem graça de seu espectador
Embevecido e voltam com mais cor,
Mais vida, em seu molde de rosaça.

Não deixe Mnemosine que eu me esqueça
Dos olhos glaucos, circum-estonteantes.
E que mesmo a memória me aconteça

De encantarem até que, suspirante,
Conceda a Moira que ela me apareça
Com o encanto de seus olhos verdejantes.


 
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Fernando Fagundes