A um poeta amigo

Pensei, amigo Henrique, em ofertar-te,
Neste dia de hoje, algum presente -
Talvez as brônzeas trípodes que a gente
Helênica forjava em grande arte;

Ou, quiçá, de bom gume uma espada,
Mui bela de se ver e toda argêntea,
Com exceção do punho, tão-somente,
Que ali seria em ouro cravejada.

Infelizmente, amigo meu, se foi
O tempo dos heróis de grande glória,
Dos reis pastores-d'homens, e de aristoi.

Restou-me dar-te o fruto da Memória,
Um poeminha, ao qual - peço - perdoes,
Porque nem mesmo conta boa história!


 
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Fernando Fagundes