A morte de uma flor

Num prado áureo, morre uma flor -
Lábaro redolente de seu mundo.
O viso, dantes pulcro em vida e ardor,
Aos poucos, transmutando-se em um dos

Tantos nadas que flanam sem destino.
Não há mais flor, não há! Não há mais nada.
Seu manto alvinitente e velutino
Espedaçado ao vento da geada.

Esfalecido, como morto, o corpo
Que um dia a bela fronte apical
Lhe soerguera além do arqueador.

Que o gravem as marés transcedentais:
Num prado áureo, morre uma flor -
Silenciosa incógnita do caos.


 
Site feito por 
Fernando Fagundes